Antonio Pedro Coutinho

CCHC-Centro Cultural a História que Eu Conto-2011

Posted in Uncategorized by antoniopedrocoutinho on julho 11, 2011

em parceria com Bel Lobo

equipe: Marina Piquet, Caio Carvalho, Sérgio Lousada

Pertencer é fazer parte. PERTENCIMENTO, ou o sentido de pertencimento, é acreditar em uma origem comum que une distintos indivíduos como membros de uma coletividade.  Somente ao sentir-nos pertencentes a um lugar, e ao mesmo tempo sentir que esse tal lugar nos pertence, percebemos que é possível interferir, e principalmente, que vale a pena interferir no presente e no futuro deste lugar.

O Centro Cultural a Historia que eu Conto (CCHC) é uma instituição fundada por três moradores da comunidade de VILA ALIANÇA, Zona Oeste do Rio, com o intuito de “promover o acesso à cultura, resgatar o sentimento de pertencimento e principalmente evidenciar a valorização histórica da região”. Desde 2008 a instituição ocupa, em caráter provisório, as antigas instalações de uma escola municipal de madeira, fechada em 2007 devido a ocorrência de episódios violentos envolvendo balas perdidas na área. O CCHC nos seus três anos de funcionamento já beneficiou mais de 600 pessoas e atualmente abriga diversas oficinas e atividades culturais gratuitas, além de uma biblioteca comunitária com mais de  5 mil exemplares, uma ilha de edição e oficinas de estamparia e confecção.

O movimento que teve inicio com a ocupação da antiga escola obteve seu reconhecimento com a obtenção da  Cessão de Uso do espaço em 2010 e o comprometimento da Prefeitura com a construção da nova sede do Centro (atualmente em vias de ser licitada). A nova sede fará parte de um complexo que contará também com uma quadra poliesportiva, um skatepark e uma “Nave do Conhecimento” (centro multimidia), este último já em construção. Esse reconhecimento por parte do poder público de uma iniciativa da sociedade civil, confirma-se como uma estratégia positiva de apoiar iniciativas locais existentes e exitosas ao invés de trazer para as comunidades novos modelos externos muitas vezes padronizados e for a de contexto. Por isso o que o projeto para a nova sede pretende é explorar ao máximo o potencial transformador do centro para a região

Essa idéia, que serviu como ponto de partida para a criação do Centro Cultural a Historia que eu Conto em 2006, também norteou o desenvolvimento do projeto para nova sede do Centro em 2010. Ao longo deste ano, o grupo de arquitetos tentou transpor para o papel, ao a partir de uma série de encontros e intensa correspondência, o espírito da instituição.  Como criar uma sede que gera uma sensação de pertencimento?

Para isso, o novo edifício deveria estimular o CONTATO entre o Centro e seu entorno imediato: sem muros, nem construções fechadas, conectado espacialmente e visualmente às ruas e praças adjacentes. Permitindo deste modo que  suas atividades e movimentação pudessem ser acompanhadas também por quem estivesse do lado de fora.

A construção foi implantada como um único pavilhão, cuja cobertura gerasse uma imensa SOMBRA, capaz de  “proteger” e acolher o centro cultural. Sob esta sombra (porém soltos da cobertura) definem-se os blocos onde desenvolve-se o programa. Esta também funciona como grande beiral, permitindo que as janelas das salas permaneçam sempre abertas, e que a ventilação cruzada amenize a temperatura interna das salas. Há também três pátios conectados, que definem as centralidades internas e geram iluminação natural para o interior dos blocos, além de proporcionar uma escala mais apropriada para as crianças.

A permanência sobre a cobertura propicia novas visadas da região e 2000 metros quadrados de área para atividades ao ar livre (como hortas, áreas de estar, “pipódromo”, chuveirões, etc.) em um entorno que é densamente ocupado. Além disso, a intensa vegetação nos pátios e na cobertura  é prevista para auxiliar no conforto ambiental, já que a área é bastante árida e quente na maior parte do ano.

Por fim, para contemplar um programa que é dinâmico, o edifício deveria ser capaz também de absorver situações não previstas no programa. Para isso, foram criados os ENTRE-ESPAÇOS: áreas abertas, porém cobertas, entre os blocos construídos para atividades definidas, mais informais e que sirvam como para abrigar futuras rodas de leitura, de capoeira, aulas, ensaios abertos, reuniões e etc.  Um espaço capaz de abrigar todo e qualquer tipo de manifestação futura que possa somar ainda mais para a regeneração cultural e social da comunidade de Vila Aliança.

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Concurso Uma Escola para Guiné-Bissau-2010

Posted in antonio pedro coutinho, Concursos, Uma Escola para Guiné-Bissau by antoniopedrocoutinho on outubro 31, 2010

em parceria com  Adriano Carneiro Mendonça, Caetana Lara Resende, Clara Castro

Pranchas Concurso:

Concurso MuMA- Museu do Meio Ambiente-2010

Posted in antonio pedro coutinho, Concursos by antoniopedrocoutinho on maio 18, 2010

em parceria com Estelle Dugachard, Fabiana Araújo, Nanda Eskes, Ricardo Caruana

http://www.archdaily.com/70783/entry-proposal-for-the-environment-museum-annex-competition-rio-de-janeiro/ 

O projeto para o edifício do MuMA almeja  ser uma resposta ao desafio de, ao mesmo tempo, construir para os cidadãos e demonstra-lhes as vantagens de respeitar as questões ambientais freqüentemente preteridas.

Expansão de antigas construções no Jardim Botânico no Rio de Janeiro, o Museu tem como tema principal o meio ambiente. O projeto propõe uma integração real do edifício construído com o seu entorno. Ele responde à questão principal de entender esse ecossistema e integrar as construções de modo que favoreçam ao visitante o melhor usufruto do meio ambiente.

O projeto restaura o elo perdido entre as construções atuais e os elementos naturais — TERRA,  ÁGUA, FOGO, AR, ÉTER. Os edifícios servem como catalisador da interação desses elementos e, através deles, se tornam organismos vivos. A própria vivência no edifício há de ser uma exaltação ambiental que mostre uma outra qualidade de vida desejável e possível para as grandes cidades. 

 O projeto interage com o ambiente desde a implantação e o paisagismo e até a escolha dos seus materiais de construção de baixa emissão de carbono. Esta interação é pensada do começo ao fim do ciclo de vida das construções do complexo e na manutenção do seu funcionamento. O próprio projeto é um objeto didático. Nos mostra na prática como é possível convivermos em harmonia com o meio ambiente.   

Paisagismo: A Água como elemento primordial de equilíbrio do ecossistema 

O Século XX foi marcado pelo crescimento acelerado e desordenado das cidades às custas dos ecossistemas locais de grande importância na regulação dos fenômenos naturais de sedimentação, drenagem e escoamento de águas. Esse fenômeno foi particularmente marcante no Rio de Janeiro e tem conseqüências devastadoras. A mudança do paradigma na ocupação do espaço na área urbana se faz hoje imprescindível. O novo desafio para a urbanização das cidades é encontrar uma maneira saudável de se relacionar com a água. 

Lugar:

O Jardim Botânico ocupa uma das áreas de maior interesse ambiental no Rio de Janeiro, situada numa das mais importantes bacias hidrográficas da cidade, ela conecta vários tipos de ecossistemas de importância: encostas com floresta; nascentes; rios e baixadas alagadiças.  Com essas características, o parque se encontra em um dos pontos mais críticos para a cidade em momentos de chuvas intensas.

Reciclagem das Águas:

Ao mesmo tempo em que há dificuldades para gerenciar o excesso de água da chuva, há uma redução da disponibilidade desse recurso hídrico:  a água limpa e saudável. Nas cidades, a água passou a ser vista não mais como fonte da vida, mas como foco de doença e poluição responsável por catástrofes. O projeto paisagístico do MuMA tem como premissa inverter esse olhar pejorativo que temos sobre a água, justamente no intuito de alertar sobre a urgência de preservar o recurso água para evitar catástrofes cada vez piores em um ambiente cada vez mais imprevisível. O projeto respeita as oscilações naturais e quer recentralizar o papel da água na paisagem urbana e na problemática da urbanização. Ele propõe o uso as áreas externas do terreno para entender a importância e a dinâmica da água na paisagem natural e urbana de maneira transparente e didática: mostrar como manejá-la; conviver com ela; aproveitá-la; reusá-la e cuidar de sua qualidade. 

O projeto paisagístico tem como princípios fundamentais: 

.           Criação de espelhos d’água que poderão se transformar em bacias de retenção de águas pluviais em caso de chuvas intensas.  Esses espaços alagados retomam o seu papel geobiofisico inicial: se tornam áreas de absorção e de ajuda na regulação das intensas chuvas da área;  

.           Valorização de um “Jardim Botânico aquático”. A grande diversidade de lagos, alagados e jardins de chuva nos permite apresentar os diversos ecossistemas e biodiversidades aquáticas brasileiras com as suas valiosas funções, propriedades, características e fragilidades;

.           Recolhimento, estocagem, tratamento e utilização da água de chuva.  Os alagadiços tornam-se reservatórios de água para utilização na irrigação e tratamento dos jardins, além de servir para sanitários e outros usos;

.           Coleta e tratamento dos efluentes sanitários do MUMA em vários alagados sucessivos, usando os importantes recursos das propriedades filtrantes das plantas aquáticas brasileiras.  Essa água tratada será reaproveitada para uso secundário (irrigação e sanitários).

Convém ao paisagismo para o MuMA na problemática de sustentabilidade urbana, ser pensado como um paisagismo multifuncional e de alto desempenho: ecológico; cultural; funcional e estético e  oferecer ao visitante um ambiente onde ele possa se reconectar aos processos próprios da natureza.

Velha arquitetura do futuro

A questão estrutural das coberturas permeou a história da arquitetura contemporânea brasileira. Como cobrir o maior espaço com o menor custo sempre foi é uma questão central tratada pelos grandes mestres da nossa arquitetura. O projeto do museu do meio ambiente permeia esta questão e recoloca-a com paradigmas técnicos contemporâneos. O partido faz alusão ao mesmo tempo a processos construtivos de nossos ancestrais indígenas, tal qual a oca indígena e a tipologias históricas de construções em jardins botânicos (construções de metal e vidro). O prédio tenta responder à questão de “como cobrir” com meios contemporâneos mas superando os desafios relacionados à sustentabilidade.

MUITA MADEIRA POUCO AÇO

 Há milênios a madeira é um material comprovado pelo uso na arquitetura de casas, palácios, templos e pontes.  Desde a revolução industrial, em meados do século XIX, o aço ocupou um espaço crescente nas obras estruturais.  Ao longo do tempo, ambos os materiais, otimizados pelas necessidades práticas das construções, alcançaram um elevado nível técnico e uma expressão artística virtuosa.  Nos anos 70, as primeiras crises do petróleo trouxeram uma tomada de consciência planetária sobre o desperdício de matérias-primas e sobre o impacto negativo no meio ambiente da queima de combustíveis fósseis.

Recém postas de lado por um curto período, as técnicas tradicionais da construção civil foram reavaliadas. Os custos social e energético, que acompanhavam a escolha de um material, foram ponderados. Abriu-se assim, campo para estruturas inovadoras, com melhor desempenho que as tradicionais de madeira e, ao mesmo tempo, com menor voracidade em energia que aquelas provenientes da indústria siderúrgica ou, sobretudo da do cimento.

Este começo de século nos traz uma nova consciência: é possível e imprescindível preservar a camada de ozônio e limpar o ar que respiramos não só plantando e manejando mas utilizando as florestas plantadas.

 Uma árvore, quando cresce, seqüestra carbono da atmosfera e o transforma em madeira. Ela pode se constituir  de até 99% desse carbono e somente de 1% de sais minerais que retira da terra. Se a deixamos queimar ou apodrecer, ela libera novamente esse carbono em forma de gás. Quando a utilizamos para fazer mesas, portas, pisos ou telhados estamos fixando carbono, ou seja, estamos “embalando” poluição, usando-a em nosso benefício e impedindo que esse carbono volte à atmosfera. Fixar carbono e evitar o uso de energia ou materiais de origem fóssil não é só um desafio para o projeto do MuMA. É o desafio principal para toda a construção civil a partir deste século. Ao escolher esse rumo, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro estaria cumprindo a função de criar um exemplo inovador de técnicas de arquitetura vegetal sustentável necessário para a formação de um novo discurso ambiental competente.

 Diferente do aço e do cimento, a produção da madeira não usa energias custosas nem matérias-primas extinguíveis. O processo aproveita a energia limpa e gratuita das explosões nucleares do sol, que são aproveitadas por captores solares de tecnologia insuperada: as folhas. O material fibroso resultante é uma estrutura natural de altíssimo desempenho técnico. Não são os troncos, colunas e os galhos, vigas?

 A associação de muita madeira com o mínimo de aço em obras de construção civil, potencializa a vantagem específica de cada um deles.

 O metal empregado nas estruturas mistas pode agora ser de mais alta qualidade, posto que é usado em quantidade extremamente reduzida. Embora não haja aumento de custo significativo no orçamento global, ele garante a solidez nos pontos de concentração dos esforços. Já as barras comprimidas, tracionadas ou flexionadas encontram na madeira a melhor relação peso/resistência, seja nas lajes, seja na estrutura.

 Se os avanços técnicos permitiram, por um lado, eliminar o risco de oxidação nas estruturas de aço, por outro, possibilitaram impregnar profundamente em autoclaves de vácuo e pressão, madeiras com sais inofensivos de cromo e boro que eliminam definitivamente o risco outrora causado por cupins e fungos.

 Curiosamente, uma estrutura de madeira, apesar de inflamável, demora muito mais que uma de aço para se deformar e entrar em colapso. Por isso, com o cálculo e o detalhamento apropriados, as estruturas mistas permitem superar as mais exigentes normas de incêndio dos códigos europeus e norte-americanos.

 Desde este projeto para o MuMA, é possível vislumbrar o futuro de um novo patamar. Ele une o sucesso das obras já realizadas ao aprimoramento das concepções de vanguarda.

 A madeira sem engenharia, freqüentemente confinada às práticas artesanais ou decorativas, inicia o século com um vigoroso retorno à cena da construção civil. Nos países mais desenvolvidos sua participação já se conta aos milhares em edifícios industriais, coberturas com vãos de mais de 100 metros, armazéns, grandes centros para esportes, shows ou exposições, pontes, reservatórios elevados, torres e fachadas de edificações de alta tecnologia. Estes novos pavilhões para o MUMA no Jardim Botânico podem contribuir de maneira importante, ver decisiva, como exemplo de obras onde o avanço tecnológico não seja mais uma simulação cenográfica e sim uma mudança estrutural.

DA MADEIRA : Especificação, Pré-industrialização e Transporte 

As peças de madeira serão exclusivamente de “pinus caribea” e de “pinus ondurensis”, ambas “in natura”. Provirão de reflorestamentos industriais e serão pré-selecionadas, serradas, bitoladas, termo-retificadas por ultra-som, aplainadas até as bitolas descritas em cm nos detalhes construtivos de referência, preservadas por seladora de poros e selecionadas definitivamente antes do embarque.

Para limitar o prazo e o custo de montagem, das perdas e de transporte da madeira estrutural, os cortes em cada peça serão pré-elaborados em oficina de modo que seja possível uma montagem do tipo “serragem zero” que permita o emprego de mão-de-obra local e pouco especializada. Todas as peças, sejam as laminadas-coladas (LC) sejam as maciças, serão garantidas por um tratamento em autoclave de vácuo-pressão com CCA ou CCB em saturação de 10k/m3 superior à norma ABNT (6,5 K/m3).

As conexões metálicas e os tensores, serão de aço galvanizado a fogo com recobrimento superior às normas ABNT. 

As pequenas ferragens (parafusos, porcas, arruelas e barras de rosca) serão com galvanização eletrolítica industrial.

Os fretes serão em caminhões de porte médio para que possam chegar próximos ao local da montagem e evitar gastos desnecessários com traslados de materiais estruturais.

Prancha 01/04

 

Prancha 02/04

Prancha 03/04

Prancha 04/04

Concurso- XI Concurso Internacional Arquine “Faro de Satélite”- 2009

Posted in Concursos by antoniopedrocoutinho on fevereiro 17, 2010

em parceria com Adriano C. Mendonça, Diogo Viana, Diego Castro, Gustavo Aguilar

Concurso-2G Parque de la Laguna de Venezia-2007

Posted in Concursos by antoniopedrocoutinho on fevereiro 17, 2010

em parceria com Adriano C. Mendonça,  Carolina Martinez, Maria Isabel Palmeiro, Gustavo Aguillar

Concurso-2010 Homeless World Cup Legacy Center(Santa Cruz)

Posted in Concursos by antoniopedrocoutinho on fevereiro 17, 2010

em parceira com Jamille C. Barbosa

Premiado com Menção Honrosa

Prancha 01/03

 

Prancha 02/03

Prancha 03/03

Asfalto líquido – 2007

Posted in Uncategorized by antoniopedrocoutinho on janeiro 29, 2010

PICHE + MAÇARICO + MÁQUINA FOTOGRÁFICA = ENSAIO

      

      

Pavilhão Ser-Urbano- Primeira Semana de Arquitetura e Urbanismo PUC-Rio

Posted in Uncategorized by antoniopedrocoutinho on dezembro 20, 2009

em parceria com Maria Isabel Palmeiro e Diogo Viana

Trabalhos Faculdade PUC-Rio 2002-2008

Posted in Faculdade by antoniopedrocoutinho on dezembro 18, 2009

Projeto de Revitalização:

Local:Rua Sacadura Cabral, Zona Portuária-Rio de Janeiro

Uso: Centro Cultural Sacadura Cabral

O projeto consistia de 05 casarios de distintas plantas e tamanhos.  Seus interiores encontravam-se completamente descaracterizados pelo tempo.  Como e o que fazer?  Como tornar os cinco estabelecimentos em uma só unidade?  O que manter em pé?  Optou-se por deixar em pé somente as paredes portantes, material intacto, estruturas vivas da história do lugar.  Traçou-se um eixo diagonal as casas onde se abriria um vão comum, possibilitando uma experiência de unicidade.  Do vazio cental se encherga e se entende o que antes eram 5 espaços distintos.  Todo o trabalho permeia a idéia de buracos por entre as paredes portantes.  Paredes que pivotam, escadas pivotantes, paredes deslizantes, passarelas rolantes, espaços dilatados…  Cada vez que se adentra o espaço, encontra-se em uma nova conformação, talvez pela possibilidade deste espaço sempre se encaixar em uma eterna transformação.

Projeto Urbano:

em parceria com Daniel Fonseca  e Eduardo Duarte

Local:Saco da Gamboa, Zona Portuária-Rio de Janeiro

Uso: Marina+Praça Pública

O desafio da área encontrava-se na imensa área sub-utilizada pelo porto, área de aterro onde antes existia uma grande enseada, um porto natural da geaografia da cidade.  O desafio encontava-se em “desenclavar” esta imensa área de volta aos olhares do público, no imaginário dos moradores, trazer de volta à geografia da cidade a água de volta.  Propõe-se o uso de marina, rede inexistente nestas proporções para a cidade e a nescessidade do Rio de Janeiro.  Ao redor, um parque linear, margeando a enseada, propondo uma finalização de percuso da esperada revitalização dos galpões do cais do porto.  Uma área pública, provida de equipamentos de uso local e regional.  Uma área dedicada tanto para os turistas quanto aos residentes da marina, mas principalmente para os moradores da região, os verdadeiros e fiéis usuários desta proposta.  Por fim, propõe-se uma imensa estutura jardim-mirante, um rampado suave que chega a uma altura de 8 metros, mirando sobre as estruturas do elevado da perimetral, olhando além, encontrando o olhar finalmente com horizonte, ora interrompido com aterros, enclaves e viadutos…

Projeto Utópico:

Local:Cidade dos Imortais

Uso: Objeto para tal cidade- UM CEMITÉRIO

O que construir em uma cidade onde só se vivem seres imortais?  Os primeiros pensamentos desviaram para questões religiosas, fé, crenças.  Achei que nada mais natural do que a vontade de morrer.  Morrer no sentido do fim, no sentido de ciclo fechado, no sentido de renascimento.  Porque não um cemitério?  Um lugar onde se poderia equecer de tudo, esquecer da vida, esquecer da eternidade…  um isolamento compulsório.  Pensei em uma estrutura fechada com o teto aberto.  Para uma noção de tempo, propus um observatório das nuvens.  Cada vez que se olha, as nuvens encontram-se diferentes, te dão sinais sempre novos, se mostram de maneira sempre única…  Estando ali se poderia passar o tempo, pensar…

  Projeto Utópico:

Local: ?

Uso: Estruturas desmontáveis para usos imprevisíveis

 Projeto Concurso GTEP( Primeiro Colocado)  

em parceria com Adriano C. Mendonça e Diogo Viana                                                                                                                          

Local: Escritórios GTEP (PUC-Rio)

Uso: Escritório de Pesquisas relacionadas ao Petróleo

Projeto Residencial II

 em parceria com Adriano C. Mendonça, Bárbara Martins e Diogo Viana                                                                                                           

Local: São Cristóvão

Uso: Conjunto Resdencial Mutifamiliar

O projeto nasce de uma rápida especulação sobre a tipologia local das casas-quintal.  Como fazer com que o projeto, com 500 unidades de moradia, consiga manter ainda sim uma escala humana, uma vida local existente?  Propõe-se duas escalas diferentes aos projetos, a escala macro para os edifícios fitas, e a escala micro para as casa “geminadas”.  Duas escalas diferentes convivendo em um mesmo terreno.  Como áreas de convívio, pensa-se em níveis de apropiração.  Tem-se no nível zero áreas públicas basicamente de estar e comércio.  No nível 3, sobre as garagens, os prédios se encontram com as casas e assim formam topografias verdes de convívio.  Os prédios fita, com apartamentos virados para um só lado, mantém os extensos corredores como áreas de convívio.  As diferentes tipologias e apartamentos e usos faz com que se tenha uma diversificação de público.  Um projeto voltado as inter-relações, ao convívio e o espaços conjuntos.

 
 
 
 
 

 

 
 
 
 

 

 

 

 

  Projeto PUC-Rio

em parceria com Adriano C. Mendonça, Diogo Viana                                                                                                           

Local: Praça da Alegria

Uso: Usos variados, usos distintos, favor usem…

 
 Projeto de Paisagismo                                                                                           

Local: Praça de acesso PUC-Rio

Uso: Usos variados, usos distintos, favor usem…

Ensaio sobre a cidade: Uma quadra no centro do Rio

Posted in TFG by antoniopedrocoutinho on outubro 20, 2009

Projeto premiado com o Primeiro Lugar no Concurso OPERA PRIMA 2009

Orientador: Otávio Leonídio

Co-Orientadora: Hélia Nacif Xavier

Apoio Textual: Maria Cristina Cabral

Apoio Total: João Masao Kamita  

  

 

  

If public space exists, I think public space exists around the corner, in dark alleys, underground. I don’t know if it can exist in a so-called “public space”. […] I think the convention of art remains that the art is there and the viewer is here, and I think that architecture and design is totally the opposite. I don’t want viewers; I really want users and inhabitants, or participants.[1] 

O ensaio

Michel de Montaigne, em seu livro Ensaios, de 1580, fundava um novo gênero literário. O termo ensaio passou a significar não somente um escrito de dimensões reduzidas, mas uma expressão de opinião que não se baseia em um pensamento rigoroso nem em uma pesquisa extensiva. Seria um texto literário breve, entre o poético e o didático, expondo idéias, críticas e reflexões sobre um tema, sem que se paute em formalidades como documentos ou provas empíricas. Como uma defesa de ponto de vista, da experimentação de tentativas e esboços. 

O sítio

O objeto a ser ensaiado é uma quadra típica na esplanada do Castelo, resultado do desmonte do morro de mesmo nome, onde o Plano Agache[2] foi parcialmente implementado. A escolha da quadra agachiana se deve à sua tipologia de quadra fechada, unidade homogênea com vazio central e calçadas cobertas. Uma área estratégica da cidade, com uma completa infraestrutura urbana, no entanto abriga um uso praticamente mono-funcional, com toda a sua rede voltada para uma economia de meio dia, ditada pelo uso específico de escritórios. Tudo funciona somente quando há expediente, tornando ociosa toda a infraestrutura existente nos fins de semana e feriados.

Levando em consideração o lento esvaziamento da área do centro do Rio de Janeiro pelo uso de escritórios e por uma forte tendência de “retrofit” nos prédios antigos para novos usos, a proposta se permite pensar a evolução da cidade no tempo, e como a possível modificação de ocupação implicaria uma modificação na sua forma, em sua estrutura de organização espacial. O que fazemos com as edificações existentes? Como lidamos com uma cidade construída, já preenchida? Como a arquitetura consegue manusear e re-estruturar a cidade a partir dos ambientes já definidos? Como trabalhar na tela sem que ela esteja em branco?

A quadra

O tempo torna obsoletas certas estruturas para certos empreendimentos, e elas passam a servir a outros. O tempo pode transformar o espaço adequado para uma geração em espaço supérfluo para outra.[3]

Pretende-se pensar como o planejamento urbano da cidade consegue alcançar a reciclagem da cidade construída para transformá-la e adequá-la gradativamente ao permanente processo de transformação a que está submetida. A cidade real é aceita, conturbada, informal e deficiente. A partir desta, propõe-se a cidade revista. A proposta seria então trabalhar com a refuncionalização dos edifícios que compõem a quadra, misturando usos no interior desta massa edificada já consolidada, abrindo novos caminhos, acessos, distribuições e configurações.  

A quadra é assumida como elemento único, passível de uma intervenção unitária, tratando as edificações existentes como uma sucessão de terrenos sobrepostos, planos que constituem a cidade no eixo vertical. A partir desta constatação, assume-se a intenção de incorporar a verticalidade da cidade já construída à cidade do plano horizontal.

Por meio de uma colisão programática, se conseguiria estimular as interrelações pessoais. Pretende-se trazer movimento a um ambiente de conformação urbana estática, aparentemente imóvel para uma realidade mutável que leva em conta a imprevisibilidade da cidade hoje, e suas demandas, em constante transformação. Sobrepor usos, intensificar a economia, utilizar a infraestrutura em sua máxima potência é o objetivo desta proposta. A colisão programática aqui referida está fundamentada na compreensão do espaço público da cidade como o espaço da troca, da vida urbana, da distribuição e definição da relação deste com os espaços privados. O papel do projeto está em promover as trocas, as negociações, em desterritorializar o campo no intuito de redividir, de equalizar os usos, no entendimento sócio-econômico do centro de uma cidade brasileira.

Para fazer com que esta colisão consiga abranger toda a complexidade da cidade contemporânea agrega-se o conceito de rizoma gerado por Gilles Deleuze e Felix Guattari:

 

Rizomático supone que cada proyecto sea un “entorno” que se auto condiciona y que genera su propuesta a partir de la inmediatez con la que entra en contacto. Por eso es ecológico, procede, asociando heterogeneidades, tanto del ambiente en general como de las culturas en las que acontece.[4]

Com estas diretrizes e pressupostos o projeto propõe intervir na quadra agachiana do Centro do Rio de Janeiro de forma a prepará-la para que no espaço temporal de 50 anos seja capaz de abrigar outros usos mesclados. Não se trata de definir padrões de usos específicos, mas criar uma trama de ocupação, uma redistribuição dos espaços para servir a diversos tipos de usos.

 A tarefa do arquiteto é inventar estratégias que permitam deter reificação e concretização de um edifício enquanto sistema convencional de significados. Mesmo sabendo que, ao fim e ao cabo, não conseguiremos impedi-lo, o objetivo é continuar desconstruindo e reconstruindo, sempre tecendo de novo o ambiente em que habitamos.[5]

Partindo do pressuposto de que o resultado da intervenção é indefinido por se tratar de um sistema aberto que pode abrigar diferentes usos combinados e pode ser aplicado em qualquer quadra do sítio em questão, o controle sobre o resultado torna-se impraticável, pois depende de iniciativas específicas que vão além do projeto. É, portanto, uma trajetória indefinida e dependente de todo o seu processo de formação.

 

 

 

 

Os procedimentos

decompor

De.com.por

(de²+compor) vtd e vpr

1- Separar (em-se) os elementos ou partes constitutivas de um corpo: Decompor uma substância química. “… no meio da sala… decompunha-se o cadáver da velha” (Aluísio de Azevedo). Vtd.

2- Dividir, separar, dissociar. Vtd.

3- Analisar, estudar ou examinar por partes. Vtd.

4- Reduzir: Decompor um número. Decompô-lo em frações. Vtd e vpr

5- Alterar(-se), deformar(-se), modificar(-se), transtornar(-se), estragar, modificar profundamente: Decompusera todo o sistema de trabalho. Decompôs-se de terror o semblante do menino. Vtd e vpr.

6- Corromper(-se). alta temperatura decompõe os alimentos. Eles já se decompuseram.[6)  corte alongado costurado

A partir da definição do termo decomposição, traça-se um paralelo simbólico da intervenção e do processo a ser construído. O processo de decomposição encaixa-se neste contexto como uma alteração da fórmula existente, em que a intervenção age sobre o tecido pré-estabelecido. Serve também como base para a proposição de um procedimento de atuação analítico da área atual. A decomposição para a recomposição a partir das partes.

O projeto propõe uma leitura analítica da área do Castelo, uma decomposição numérica da área. Levando em consideração os 15 andares construídos do plano Agache, constata-se que há uma disparidade entre áreas de domínio público e privado. Tratando-se de uma cidade muito voltada para dentro do espaço público, pensar uma cidade plurifuncional requereria uma nova equação ou balança desta proporção. Por isto, o projeto se funda na questão matemática da proporção. Como fazer para liberar e fazer respirar essa estrutura existente para que ela se adapte a novas funções e usos diversos, sem que ela perda espaço útil de construção existente?

(área retirada cidade baixa) x [área total andares (3)] + (área retirada cidade alta) x [área total andares (12)] ≤ 20%__________________________________________________________________________

[área total andares (15)]

Chega-se a um número específico norteador do projeto que é uma porcentagem de vinte por cento. As edificações estão sujeitas a um acréscimo de três andares nos seus gabaritos, contanto que a área equivalente a três andares possa ser liberada no corpo do prédio existente para a criação dos vazios. Com isto, cria-se um planejamento geral para a área, permitindo no entanto que cada quadra seja tratada especificamente, relativizando as especificidades de cada quadra em relação ao uso destes vinte por cento. Trata-se do desenvolvimento de diferentes mecanismos e ferramentas de planejamento capazes de acompanhar a rápida ação e necessidade da cidade em que vivemos.

A proposta está no aumento de superfície de contato entre as edificações e a cidade, uma oxigenação maior da cidade. A intervenção tem como uma forte referência no trabalho de Gordon Matta-Clark. Seu trabalho se pautava na constatação que o mundo estaria preenchido, e que sua operação de intervenção estaria na retirada, na formação do negativo a partir do construído. Os atos de furar, raspar, abrir, escancarar, torcer, distorcer e romper estavam sempre em seu trabalho. Matta-Clark trabalhava em edifícios destruídos, abandonados, sempre abrindo novas perspectivas de visão através destas edificações, buscando os vácuos preenchidos da cidade.

A oxigenação da trama existente se torna obrigatória ao se propor outros usos como habitação. A proposta age como um incentivador de usos diversificados, não como um definidor de especificidades. As diretrizes da quadra seriam todas pensadas sobre as leis vigentes do solo criado, nas quais por meio de negociações entre os poderes público e privado, incentivos, contrapropostas se cheguem a um denominador comum. Propõe-se um questionamento do modelo tradicional de parcelamento fundiário da cidade, que não se contém mais ao nível do solo. O transeunte poderia, portanto, transitar de forma livre sobre os vários níveis da cidade. A cidade se transforma em um circuito.

  

A ocupação

Como ocupar esta cidade? Como fazer com que a trama verticalizada faça parte da circulação? Como fazer funcionar a cidade circuito? Como incentivar as ocupações?

O projeto funciona a partir destas relações, procurando na origem responder à questão: como se dá o espaço público em relação ao privado? Uma possível resposta pode vir da compreensão de que o espaço público representa a costura entre as tramas formadas pelos espaços privados da cidade.

A implementação do projeto está na abertura e na costura dessas novas relações entre o público e o privado. Trata-se de uma gama de variações entre espaços altamente públicos; praças, esplanadas, vias arteriais de pedestre, vias locais; até espaços de controle conjunto; vilas, ruas sem saída, corredores, esquinas. Tudo está em jogo.  A trama privada da cidade, antes voltada para si própria, se volta novamente ao exterior.

Para impulsionar as ocupações e os diferentes tipos de usos, pensa-se no uso de ocupações âncora, que seriam as grandes responsáveis pelas subidas do fluxo, como equipamentos públicos e outros usos de grande porte e fluxo. Com o incentivo a grandes âncoras, acredita-se que eles atrairiam uma grande rede de ocupações satélites, pela lei natural do da demanda e do dinamismo econômico.

A proposta pretende uma quebra na malha rígida, fixa, intervindo na sua configuração. Uma pausa na constante da conformação da trama urbana tradicional como composição de lotes e quadras como divisão entre espaços públicos e privados, através de uma complexificação dessas relações.

O que está em jogo são as novas possibilidades de conexão entre os elementos urbanos. A quadra é reinterpretada e ganha novo sentido com elementos novos de circulação e com a abertura de vazios. A cidade não é pensada a partir da forma, mas como um sistema único, interligado. A partir da ruptura, por entre os objetos pertencentes àquele lugar, surgem novas possibilidades, novos encontros, novas perspectivas e olhares. A cidade se amplia, se reinventa, se abre de forma espontânea e única. A cidade passa a ser pensada como um só organismo. Tenta-se uma nova maneira de operar arquitetonicamente sobre a cidade.

 

If there is to be a new “urbanism”, it will not be based on the twin fantasies of order and omnipotence; it will be the staging of uncertainty; it will no longer be concerned with the arrangement of more or less permanent objects but with the irrigation of territories with potential; it will no longer aim for stable configurations but for the creation of enabling fields that accommodate processes that refuse to be crystallized into definitive form; it will no longer be about meticulous definition, the imposition of limits, but about expanding notions, denying boundaries, not about separating and identifying entities, but about discovering unnamable hybrids; it will no longer be obsessed with the city but with the manipulation of the infrastructure for endless intensifications and diversifications, shortcuts and redistributions – the reinvention of psychological space.[7]


[1]Texto do artista plástico e arquiteto Vio Acconci, extraído do DVD “Vito Acconci in Conversation at Acconci Studio, New York”.

“Se o espaço público existe, penso que ele existe ali na esquina, em becos escuros, subterrâneo. Não sei se pode existir o assim chamado ‘espaço público’. […] Penso que a convenção da arte permanece algo como ‘a arte está ali e o espectador aqui’, e acho que na arquitetura e no design deveria ser o extremo oposto. Não quero espectadores; quero verdadeiros usuários e habitantes, ou participantes.” (T.E.)

[2] O Plano Agache foi realizado para a cidade do Rio de Janeiro em 1927-1930 pelo arquiteto e urbanista francês Alfred Agache a convite do então prefeito do Distrito Federal Antonio Prado Júnior para um plano de extensão, remodelação e embelezamento da cidade. No entanto, de todo o plano urbano proposto, foi implementado o modelo tipológico da quadra “agachiana” na área central da cidade, mais especificamente na área resultante do desmonte do morro do Castelo onde seguem o desenho e alinhamento proposto pelo projeto.

[3] JACOBS, Jane. Morte e vida de grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2000, p.209.

[4] RUIZ-GELI, E. Diccionario Metápolis de arquitectura avanzada. Barcelona: Actar, 2002.

“Rizomático supõe que cada projeto seja um ‘entorno’, que se autocondiciona e que gera sua proposta a partir das imediações com as quais entra em contato. Por isso é ecológico, procede, associando heterogeneidades, tanto do ambiente em geral como das culturas nas quais acontece.” (T.E.)

[5] MUGERAUER, Robert. “Derrida e depois” in: NESBITT, Kate. Uma nova agenda para a arquitetura. São Paulo: Cosac Naify, 2006 pp. 199-218.

[6] Significado retirado de dicionário da internet (<www.uol.com.br>).

[7] KOOLHAAS, Rem. “What ever happened to Urbanism?” in: S, M, L, XL. Nova York: The Monacelli Press, 1998, p. 969.

“Se existirá um novo ‘urbanismo’, ele não será baseado nas fantasias de ordem e onipotência; será a representação da incerteza; ele não mais estará preocupado com a organização de um determinado número de objetos, mas com a irrigação de territórios que possuam potencial; ele não mais buscará configurações estáveis, mas sim a criação de espaços abertos que possam acomodar processos que se recusam a serem cristalizados em uma forma definitiva; ele não mais será feito de definições meticulosas, imposição de limites, mas atuará expandindo conceitos, negando fronteiras, não separando e identificando entidades, mas descobrindo híbridos impossíveis de nomear; ele não mais será obcecado com a cidade, mas com a manipulação da infraestrutura para infinitas intensificações e diversificações, atalhos e redistribuições – a reinvenção de um espaço psicológico.” (T.E.)