Antonio Pedro Coutinho

Concurso Uma Escola para Guiné-Bissau-2010

Posted in antonio pedro coutinho, Concursos, Uma Escola para Guiné-Bissau by antoniopedrocoutinho on outubro 31, 2010

em parceria com  Adriano Carneiro Mendonça, Caetana Lara Resende, Clara Castro

Pranchas Concurso:

Concurso MuMA- Museu do Meio Ambiente-2010

Posted in antonio pedro coutinho, Concursos by antoniopedrocoutinho on maio 18, 2010

em parceria com Estelle Dugachard, Fabiana Araújo, Nanda Eskes, Ricardo Caruana

http://www.archdaily.com/70783/entry-proposal-for-the-environment-museum-annex-competition-rio-de-janeiro/ 

O projeto para o edifício do MuMA almeja  ser uma resposta ao desafio de, ao mesmo tempo, construir para os cidadãos e demonstra-lhes as vantagens de respeitar as questões ambientais freqüentemente preteridas.

Expansão de antigas construções no Jardim Botânico no Rio de Janeiro, o Museu tem como tema principal o meio ambiente. O projeto propõe uma integração real do edifício construído com o seu entorno. Ele responde à questão principal de entender esse ecossistema e integrar as construções de modo que favoreçam ao visitante o melhor usufruto do meio ambiente.

O projeto restaura o elo perdido entre as construções atuais e os elementos naturais — TERRA,  ÁGUA, FOGO, AR, ÉTER. Os edifícios servem como catalisador da interação desses elementos e, através deles, se tornam organismos vivos. A própria vivência no edifício há de ser uma exaltação ambiental que mostre uma outra qualidade de vida desejável e possível para as grandes cidades. 

 O projeto interage com o ambiente desde a implantação e o paisagismo e até a escolha dos seus materiais de construção de baixa emissão de carbono. Esta interação é pensada do começo ao fim do ciclo de vida das construções do complexo e na manutenção do seu funcionamento. O próprio projeto é um objeto didático. Nos mostra na prática como é possível convivermos em harmonia com o meio ambiente.   

Paisagismo: A Água como elemento primordial de equilíbrio do ecossistema 

O Século XX foi marcado pelo crescimento acelerado e desordenado das cidades às custas dos ecossistemas locais de grande importância na regulação dos fenômenos naturais de sedimentação, drenagem e escoamento de águas. Esse fenômeno foi particularmente marcante no Rio de Janeiro e tem conseqüências devastadoras. A mudança do paradigma na ocupação do espaço na área urbana se faz hoje imprescindível. O novo desafio para a urbanização das cidades é encontrar uma maneira saudável de se relacionar com a água. 

Lugar:

O Jardim Botânico ocupa uma das áreas de maior interesse ambiental no Rio de Janeiro, situada numa das mais importantes bacias hidrográficas da cidade, ela conecta vários tipos de ecossistemas de importância: encostas com floresta; nascentes; rios e baixadas alagadiças.  Com essas características, o parque se encontra em um dos pontos mais críticos para a cidade em momentos de chuvas intensas.

Reciclagem das Águas:

Ao mesmo tempo em que há dificuldades para gerenciar o excesso de água da chuva, há uma redução da disponibilidade desse recurso hídrico:  a água limpa e saudável. Nas cidades, a água passou a ser vista não mais como fonte da vida, mas como foco de doença e poluição responsável por catástrofes. O projeto paisagístico do MuMA tem como premissa inverter esse olhar pejorativo que temos sobre a água, justamente no intuito de alertar sobre a urgência de preservar o recurso água para evitar catástrofes cada vez piores em um ambiente cada vez mais imprevisível. O projeto respeita as oscilações naturais e quer recentralizar o papel da água na paisagem urbana e na problemática da urbanização. Ele propõe o uso as áreas externas do terreno para entender a importância e a dinâmica da água na paisagem natural e urbana de maneira transparente e didática: mostrar como manejá-la; conviver com ela; aproveitá-la; reusá-la e cuidar de sua qualidade. 

O projeto paisagístico tem como princípios fundamentais: 

.           Criação de espelhos d’água que poderão se transformar em bacias de retenção de águas pluviais em caso de chuvas intensas.  Esses espaços alagados retomam o seu papel geobiofisico inicial: se tornam áreas de absorção e de ajuda na regulação das intensas chuvas da área;  

.           Valorização de um “Jardim Botânico aquático”. A grande diversidade de lagos, alagados e jardins de chuva nos permite apresentar os diversos ecossistemas e biodiversidades aquáticas brasileiras com as suas valiosas funções, propriedades, características e fragilidades;

.           Recolhimento, estocagem, tratamento e utilização da água de chuva.  Os alagadiços tornam-se reservatórios de água para utilização na irrigação e tratamento dos jardins, além de servir para sanitários e outros usos;

.           Coleta e tratamento dos efluentes sanitários do MUMA em vários alagados sucessivos, usando os importantes recursos das propriedades filtrantes das plantas aquáticas brasileiras.  Essa água tratada será reaproveitada para uso secundário (irrigação e sanitários).

Convém ao paisagismo para o MuMA na problemática de sustentabilidade urbana, ser pensado como um paisagismo multifuncional e de alto desempenho: ecológico; cultural; funcional e estético e  oferecer ao visitante um ambiente onde ele possa se reconectar aos processos próprios da natureza.

Velha arquitetura do futuro

A questão estrutural das coberturas permeou a história da arquitetura contemporânea brasileira. Como cobrir o maior espaço com o menor custo sempre foi é uma questão central tratada pelos grandes mestres da nossa arquitetura. O projeto do museu do meio ambiente permeia esta questão e recoloca-a com paradigmas técnicos contemporâneos. O partido faz alusão ao mesmo tempo a processos construtivos de nossos ancestrais indígenas, tal qual a oca indígena e a tipologias históricas de construções em jardins botânicos (construções de metal e vidro). O prédio tenta responder à questão de “como cobrir” com meios contemporâneos mas superando os desafios relacionados à sustentabilidade.

MUITA MADEIRA POUCO AÇO

 Há milênios a madeira é um material comprovado pelo uso na arquitetura de casas, palácios, templos e pontes.  Desde a revolução industrial, em meados do século XIX, o aço ocupou um espaço crescente nas obras estruturais.  Ao longo do tempo, ambos os materiais, otimizados pelas necessidades práticas das construções, alcançaram um elevado nível técnico e uma expressão artística virtuosa.  Nos anos 70, as primeiras crises do petróleo trouxeram uma tomada de consciência planetária sobre o desperdício de matérias-primas e sobre o impacto negativo no meio ambiente da queima de combustíveis fósseis.

Recém postas de lado por um curto período, as técnicas tradicionais da construção civil foram reavaliadas. Os custos social e energético, que acompanhavam a escolha de um material, foram ponderados. Abriu-se assim, campo para estruturas inovadoras, com melhor desempenho que as tradicionais de madeira e, ao mesmo tempo, com menor voracidade em energia que aquelas provenientes da indústria siderúrgica ou, sobretudo da do cimento.

Este começo de século nos traz uma nova consciência: é possível e imprescindível preservar a camada de ozônio e limpar o ar que respiramos não só plantando e manejando mas utilizando as florestas plantadas.

 Uma árvore, quando cresce, seqüestra carbono da atmosfera e o transforma em madeira. Ela pode se constituir  de até 99% desse carbono e somente de 1% de sais minerais que retira da terra. Se a deixamos queimar ou apodrecer, ela libera novamente esse carbono em forma de gás. Quando a utilizamos para fazer mesas, portas, pisos ou telhados estamos fixando carbono, ou seja, estamos “embalando” poluição, usando-a em nosso benefício e impedindo que esse carbono volte à atmosfera. Fixar carbono e evitar o uso de energia ou materiais de origem fóssil não é só um desafio para o projeto do MuMA. É o desafio principal para toda a construção civil a partir deste século. Ao escolher esse rumo, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro estaria cumprindo a função de criar um exemplo inovador de técnicas de arquitetura vegetal sustentável necessário para a formação de um novo discurso ambiental competente.

 Diferente do aço e do cimento, a produção da madeira não usa energias custosas nem matérias-primas extinguíveis. O processo aproveita a energia limpa e gratuita das explosões nucleares do sol, que são aproveitadas por captores solares de tecnologia insuperada: as folhas. O material fibroso resultante é uma estrutura natural de altíssimo desempenho técnico. Não são os troncos, colunas e os galhos, vigas?

 A associação de muita madeira com o mínimo de aço em obras de construção civil, potencializa a vantagem específica de cada um deles.

 O metal empregado nas estruturas mistas pode agora ser de mais alta qualidade, posto que é usado em quantidade extremamente reduzida. Embora não haja aumento de custo significativo no orçamento global, ele garante a solidez nos pontos de concentração dos esforços. Já as barras comprimidas, tracionadas ou flexionadas encontram na madeira a melhor relação peso/resistência, seja nas lajes, seja na estrutura.

 Se os avanços técnicos permitiram, por um lado, eliminar o risco de oxidação nas estruturas de aço, por outro, possibilitaram impregnar profundamente em autoclaves de vácuo e pressão, madeiras com sais inofensivos de cromo e boro que eliminam definitivamente o risco outrora causado por cupins e fungos.

 Curiosamente, uma estrutura de madeira, apesar de inflamável, demora muito mais que uma de aço para se deformar e entrar em colapso. Por isso, com o cálculo e o detalhamento apropriados, as estruturas mistas permitem superar as mais exigentes normas de incêndio dos códigos europeus e norte-americanos.

 Desde este projeto para o MuMA, é possível vislumbrar o futuro de um novo patamar. Ele une o sucesso das obras já realizadas ao aprimoramento das concepções de vanguarda.

 A madeira sem engenharia, freqüentemente confinada às práticas artesanais ou decorativas, inicia o século com um vigoroso retorno à cena da construção civil. Nos países mais desenvolvidos sua participação já se conta aos milhares em edifícios industriais, coberturas com vãos de mais de 100 metros, armazéns, grandes centros para esportes, shows ou exposições, pontes, reservatórios elevados, torres e fachadas de edificações de alta tecnologia. Estes novos pavilhões para o MUMA no Jardim Botânico podem contribuir de maneira importante, ver decisiva, como exemplo de obras onde o avanço tecnológico não seja mais uma simulação cenográfica e sim uma mudança estrutural.

DA MADEIRA : Especificação, Pré-industrialização e Transporte 

As peças de madeira serão exclusivamente de “pinus caribea” e de “pinus ondurensis”, ambas “in natura”. Provirão de reflorestamentos industriais e serão pré-selecionadas, serradas, bitoladas, termo-retificadas por ultra-som, aplainadas até as bitolas descritas em cm nos detalhes construtivos de referência, preservadas por seladora de poros e selecionadas definitivamente antes do embarque.

Para limitar o prazo e o custo de montagem, das perdas e de transporte da madeira estrutural, os cortes em cada peça serão pré-elaborados em oficina de modo que seja possível uma montagem do tipo “serragem zero” que permita o emprego de mão-de-obra local e pouco especializada. Todas as peças, sejam as laminadas-coladas (LC) sejam as maciças, serão garantidas por um tratamento em autoclave de vácuo-pressão com CCA ou CCB em saturação de 10k/m3 superior à norma ABNT (6,5 K/m3).

As conexões metálicas e os tensores, serão de aço galvanizado a fogo com recobrimento superior às normas ABNT. 

As pequenas ferragens (parafusos, porcas, arruelas e barras de rosca) serão com galvanização eletrolítica industrial.

Os fretes serão em caminhões de porte médio para que possam chegar próximos ao local da montagem e evitar gastos desnecessários com traslados de materiais estruturais.

Prancha 01/04

 

Prancha 02/04

Prancha 03/04

Prancha 04/04

Concurso- XI Concurso Internacional Arquine “Faro de Satélite”- 2009

Posted in Concursos by antoniopedrocoutinho on fevereiro 17, 2010

em parceria com Adriano C. Mendonça, Diogo Viana, Diego Castro, Gustavo Aguilar

Concurso-2G Parque de la Laguna de Venezia-2007

Posted in Concursos by antoniopedrocoutinho on fevereiro 17, 2010

em parceria com Adriano C. Mendonça,  Carolina Martinez, Maria Isabel Palmeiro, Gustavo Aguillar

Concurso-2010 Homeless World Cup Legacy Center(Santa Cruz)

Posted in Concursos by antoniopedrocoutinho on fevereiro 17, 2010

em parceira com Jamille C. Barbosa

Premiado com Menção Honrosa

Prancha 01/03

 

Prancha 02/03

Prancha 03/03