Antonio Pedro Coutinho

CCHC-Centro Cultural a História que Eu Conto-2011

Posted in Uncategorized by antoniopedrocoutinho on julho 11, 2011

em parceria com Bel Lobo

equipe: Marina Piquet, Caio Carvalho, Sérgio Lousada

Pertencer é fazer parte. PERTENCIMENTO, ou o sentido de pertencimento, é acreditar em uma origem comum que une distintos indivíduos como membros de uma coletividade.  Somente ao sentir-nos pertencentes a um lugar, e ao mesmo tempo sentir que esse tal lugar nos pertence, percebemos que é possível interferir, e principalmente, que vale a pena interferir no presente e no futuro deste lugar.

O Centro Cultural a Historia que eu Conto (CCHC) é uma instituição fundada por três moradores da comunidade de VILA ALIANÇA, Zona Oeste do Rio, com o intuito de “promover o acesso à cultura, resgatar o sentimento de pertencimento e principalmente evidenciar a valorização histórica da região”. Desde 2008 a instituição ocupa, em caráter provisório, as antigas instalações de uma escola municipal de madeira, fechada em 2007 devido a ocorrência de episódios violentos envolvendo balas perdidas na área. O CCHC nos seus três anos de funcionamento já beneficiou mais de 600 pessoas e atualmente abriga diversas oficinas e atividades culturais gratuitas, além de uma biblioteca comunitária com mais de  5 mil exemplares, uma ilha de edição e oficinas de estamparia e confecção.

O movimento que teve inicio com a ocupação da antiga escola obteve seu reconhecimento com a obtenção da  Cessão de Uso do espaço em 2010 e o comprometimento da Prefeitura com a construção da nova sede do Centro (atualmente em vias de ser licitada). A nova sede fará parte de um complexo que contará também com uma quadra poliesportiva, um skatepark e uma “Nave do Conhecimento” (centro multimidia), este último já em construção. Esse reconhecimento por parte do poder público de uma iniciativa da sociedade civil, confirma-se como uma estratégia positiva de apoiar iniciativas locais existentes e exitosas ao invés de trazer para as comunidades novos modelos externos muitas vezes padronizados e for a de contexto. Por isso o que o projeto para a nova sede pretende é explorar ao máximo o potencial transformador do centro para a região

Essa idéia, que serviu como ponto de partida para a criação do Centro Cultural a Historia que eu Conto em 2006, também norteou o desenvolvimento do projeto para nova sede do Centro em 2010. Ao longo deste ano, o grupo de arquitetos tentou transpor para o papel, ao a partir de uma série de encontros e intensa correspondência, o espírito da instituição.  Como criar uma sede que gera uma sensação de pertencimento?

Para isso, o novo edifício deveria estimular o CONTATO entre o Centro e seu entorno imediato: sem muros, nem construções fechadas, conectado espacialmente e visualmente às ruas e praças adjacentes. Permitindo deste modo que  suas atividades e movimentação pudessem ser acompanhadas também por quem estivesse do lado de fora.

A construção foi implantada como um único pavilhão, cuja cobertura gerasse uma imensa SOMBRA, capaz de  “proteger” e acolher o centro cultural. Sob esta sombra (porém soltos da cobertura) definem-se os blocos onde desenvolve-se o programa. Esta também funciona como grande beiral, permitindo que as janelas das salas permaneçam sempre abertas, e que a ventilação cruzada amenize a temperatura interna das salas. Há também três pátios conectados, que definem as centralidades internas e geram iluminação natural para o interior dos blocos, além de proporcionar uma escala mais apropriada para as crianças.

A permanência sobre a cobertura propicia novas visadas da região e 2000 metros quadrados de área para atividades ao ar livre (como hortas, áreas de estar, “pipódromo”, chuveirões, etc.) em um entorno que é densamente ocupado. Além disso, a intensa vegetação nos pátios e na cobertura  é prevista para auxiliar no conforto ambiental, já que a área é bastante árida e quente na maior parte do ano.

Por fim, para contemplar um programa que é dinâmico, o edifício deveria ser capaz também de absorver situações não previstas no programa. Para isso, foram criados os ENTRE-ESPAÇOS: áreas abertas, porém cobertas, entre os blocos construídos para atividades definidas, mais informais e que sirvam como para abrigar futuras rodas de leitura, de capoeira, aulas, ensaios abertos, reuniões e etc.  Um espaço capaz de abrigar todo e qualquer tipo de manifestação futura que possa somar ainda mais para a regeneração cultural e social da comunidade de Vila Aliança.

Asfalto líquido – 2007

Posted in Uncategorized by antoniopedrocoutinho on janeiro 29, 2010

PICHE + MAÇARICO + MÁQUINA FOTOGRÁFICA = ENSAIO

      

      

Pavilhão Ser-Urbano- Primeira Semana de Arquitetura e Urbanismo PUC-Rio

Posted in Uncategorized by antoniopedrocoutinho on dezembro 20, 2009

em parceria com Maria Isabel Palmeiro e Diogo Viana

Ensaio sobre a cidade: Uma quadra no centro do Rio

Posted in TFG by antoniopedrocoutinho on outubro 20, 2009

Projeto premiado com o Primeiro Lugar no Concurso OPERA PRIMA 2009

Orientador: Otávio Leonídio

Co-Orientadora: Hélia Nacif Xavier

Apoio Textual: Maria Cristina Cabral

Apoio Total: João Masao Kamita  

  

 

  

If public space exists, I think public space exists around the corner, in dark alleys, underground. I don’t know if it can exist in a so-called “public space”. […] I think the convention of art remains that the art is there and the viewer is here, and I think that architecture and design is totally the opposite. I don’t want viewers; I really want users and inhabitants, or participants.[1] 

O ensaio

Michel de Montaigne, em seu livro Ensaios, de 1580, fundava um novo gênero literário. O termo ensaio passou a significar não somente um escrito de dimensões reduzidas, mas uma expressão de opinião que não se baseia em um pensamento rigoroso nem em uma pesquisa extensiva. Seria um texto literário breve, entre o poético e o didático, expondo idéias, críticas e reflexões sobre um tema, sem que se paute em formalidades como documentos ou provas empíricas. Como uma defesa de ponto de vista, da experimentação de tentativas e esboços. 

O sítio

O objeto a ser ensaiado é uma quadra típica na esplanada do Castelo, resultado do desmonte do morro de mesmo nome, onde o Plano Agache[2] foi parcialmente implementado. A escolha da quadra agachiana se deve à sua tipologia de quadra fechada, unidade homogênea com vazio central e calçadas cobertas. Uma área estratégica da cidade, com uma completa infraestrutura urbana, no entanto abriga um uso praticamente mono-funcional, com toda a sua rede voltada para uma economia de meio dia, ditada pelo uso específico de escritórios. Tudo funciona somente quando há expediente, tornando ociosa toda a infraestrutura existente nos fins de semana e feriados.

Levando em consideração o lento esvaziamento da área do centro do Rio de Janeiro pelo uso de escritórios e por uma forte tendência de “retrofit” nos prédios antigos para novos usos, a proposta se permite pensar a evolução da cidade no tempo, e como a possível modificação de ocupação implicaria uma modificação na sua forma, em sua estrutura de organização espacial. O que fazemos com as edificações existentes? Como lidamos com uma cidade construída, já preenchida? Como a arquitetura consegue manusear e re-estruturar a cidade a partir dos ambientes já definidos? Como trabalhar na tela sem que ela esteja em branco?

A quadra

O tempo torna obsoletas certas estruturas para certos empreendimentos, e elas passam a servir a outros. O tempo pode transformar o espaço adequado para uma geração em espaço supérfluo para outra.[3]

Pretende-se pensar como o planejamento urbano da cidade consegue alcançar a reciclagem da cidade construída para transformá-la e adequá-la gradativamente ao permanente processo de transformação a que está submetida. A cidade real é aceita, conturbada, informal e deficiente. A partir desta, propõe-se a cidade revista. A proposta seria então trabalhar com a refuncionalização dos edifícios que compõem a quadra, misturando usos no interior desta massa edificada já consolidada, abrindo novos caminhos, acessos, distribuições e configurações.  

A quadra é assumida como elemento único, passível de uma intervenção unitária, tratando as edificações existentes como uma sucessão de terrenos sobrepostos, planos que constituem a cidade no eixo vertical. A partir desta constatação, assume-se a intenção de incorporar a verticalidade da cidade já construída à cidade do plano horizontal.

Por meio de uma colisão programática, se conseguiria estimular as interrelações pessoais. Pretende-se trazer movimento a um ambiente de conformação urbana estática, aparentemente imóvel para uma realidade mutável que leva em conta a imprevisibilidade da cidade hoje, e suas demandas, em constante transformação. Sobrepor usos, intensificar a economia, utilizar a infraestrutura em sua máxima potência é o objetivo desta proposta. A colisão programática aqui referida está fundamentada na compreensão do espaço público da cidade como o espaço da troca, da vida urbana, da distribuição e definição da relação deste com os espaços privados. O papel do projeto está em promover as trocas, as negociações, em desterritorializar o campo no intuito de redividir, de equalizar os usos, no entendimento sócio-econômico do centro de uma cidade brasileira.

Para fazer com que esta colisão consiga abranger toda a complexidade da cidade contemporânea agrega-se o conceito de rizoma gerado por Gilles Deleuze e Felix Guattari:

 

Rizomático supone que cada proyecto sea un “entorno” que se auto condiciona y que genera su propuesta a partir de la inmediatez con la que entra en contacto. Por eso es ecológico, procede, asociando heterogeneidades, tanto del ambiente en general como de las culturas en las que acontece.[4]

Com estas diretrizes e pressupostos o projeto propõe intervir na quadra agachiana do Centro do Rio de Janeiro de forma a prepará-la para que no espaço temporal de 50 anos seja capaz de abrigar outros usos mesclados. Não se trata de definir padrões de usos específicos, mas criar uma trama de ocupação, uma redistribuição dos espaços para servir a diversos tipos de usos.

 A tarefa do arquiteto é inventar estratégias que permitam deter reificação e concretização de um edifício enquanto sistema convencional de significados. Mesmo sabendo que, ao fim e ao cabo, não conseguiremos impedi-lo, o objetivo é continuar desconstruindo e reconstruindo, sempre tecendo de novo o ambiente em que habitamos.[5]

Partindo do pressuposto de que o resultado da intervenção é indefinido por se tratar de um sistema aberto que pode abrigar diferentes usos combinados e pode ser aplicado em qualquer quadra do sítio em questão, o controle sobre o resultado torna-se impraticável, pois depende de iniciativas específicas que vão além do projeto. É, portanto, uma trajetória indefinida e dependente de todo o seu processo de formação.

 

 

 

 

Os procedimentos

decompor

De.com.por

(de²+compor) vtd e vpr

1- Separar (em-se) os elementos ou partes constitutivas de um corpo: Decompor uma substância química. “… no meio da sala… decompunha-se o cadáver da velha” (Aluísio de Azevedo). Vtd.

2- Dividir, separar, dissociar. Vtd.

3- Analisar, estudar ou examinar por partes. Vtd.

4- Reduzir: Decompor um número. Decompô-lo em frações. Vtd e vpr

5- Alterar(-se), deformar(-se), modificar(-se), transtornar(-se), estragar, modificar profundamente: Decompusera todo o sistema de trabalho. Decompôs-se de terror o semblante do menino. Vtd e vpr.

6- Corromper(-se). alta temperatura decompõe os alimentos. Eles já se decompuseram.[6)  corte alongado costurado

A partir da definição do termo decomposição, traça-se um paralelo simbólico da intervenção e do processo a ser construído. O processo de decomposição encaixa-se neste contexto como uma alteração da fórmula existente, em que a intervenção age sobre o tecido pré-estabelecido. Serve também como base para a proposição de um procedimento de atuação analítico da área atual. A decomposição para a recomposição a partir das partes.

O projeto propõe uma leitura analítica da área do Castelo, uma decomposição numérica da área. Levando em consideração os 15 andares construídos do plano Agache, constata-se que há uma disparidade entre áreas de domínio público e privado. Tratando-se de uma cidade muito voltada para dentro do espaço público, pensar uma cidade plurifuncional requereria uma nova equação ou balança desta proporção. Por isto, o projeto se funda na questão matemática da proporção. Como fazer para liberar e fazer respirar essa estrutura existente para que ela se adapte a novas funções e usos diversos, sem que ela perda espaço útil de construção existente?

(área retirada cidade baixa) x [área total andares (3)] + (área retirada cidade alta) x [área total andares (12)] ≤ 20%__________________________________________________________________________

[área total andares (15)]

Chega-se a um número específico norteador do projeto que é uma porcentagem de vinte por cento. As edificações estão sujeitas a um acréscimo de três andares nos seus gabaritos, contanto que a área equivalente a três andares possa ser liberada no corpo do prédio existente para a criação dos vazios. Com isto, cria-se um planejamento geral para a área, permitindo no entanto que cada quadra seja tratada especificamente, relativizando as especificidades de cada quadra em relação ao uso destes vinte por cento. Trata-se do desenvolvimento de diferentes mecanismos e ferramentas de planejamento capazes de acompanhar a rápida ação e necessidade da cidade em que vivemos.

A proposta está no aumento de superfície de contato entre as edificações e a cidade, uma oxigenação maior da cidade. A intervenção tem como uma forte referência no trabalho de Gordon Matta-Clark. Seu trabalho se pautava na constatação que o mundo estaria preenchido, e que sua operação de intervenção estaria na retirada, na formação do negativo a partir do construído. Os atos de furar, raspar, abrir, escancarar, torcer, distorcer e romper estavam sempre em seu trabalho. Matta-Clark trabalhava em edifícios destruídos, abandonados, sempre abrindo novas perspectivas de visão através destas edificações, buscando os vácuos preenchidos da cidade.

A oxigenação da trama existente se torna obrigatória ao se propor outros usos como habitação. A proposta age como um incentivador de usos diversificados, não como um definidor de especificidades. As diretrizes da quadra seriam todas pensadas sobre as leis vigentes do solo criado, nas quais por meio de negociações entre os poderes público e privado, incentivos, contrapropostas se cheguem a um denominador comum. Propõe-se um questionamento do modelo tradicional de parcelamento fundiário da cidade, que não se contém mais ao nível do solo. O transeunte poderia, portanto, transitar de forma livre sobre os vários níveis da cidade. A cidade se transforma em um circuito.

  

A ocupação

Como ocupar esta cidade? Como fazer com que a trama verticalizada faça parte da circulação? Como fazer funcionar a cidade circuito? Como incentivar as ocupações?

O projeto funciona a partir destas relações, procurando na origem responder à questão: como se dá o espaço público em relação ao privado? Uma possível resposta pode vir da compreensão de que o espaço público representa a costura entre as tramas formadas pelos espaços privados da cidade.

A implementação do projeto está na abertura e na costura dessas novas relações entre o público e o privado. Trata-se de uma gama de variações entre espaços altamente públicos; praças, esplanadas, vias arteriais de pedestre, vias locais; até espaços de controle conjunto; vilas, ruas sem saída, corredores, esquinas. Tudo está em jogo.  A trama privada da cidade, antes voltada para si própria, se volta novamente ao exterior.

Para impulsionar as ocupações e os diferentes tipos de usos, pensa-se no uso de ocupações âncora, que seriam as grandes responsáveis pelas subidas do fluxo, como equipamentos públicos e outros usos de grande porte e fluxo. Com o incentivo a grandes âncoras, acredita-se que eles atrairiam uma grande rede de ocupações satélites, pela lei natural do da demanda e do dinamismo econômico.

A proposta pretende uma quebra na malha rígida, fixa, intervindo na sua configuração. Uma pausa na constante da conformação da trama urbana tradicional como composição de lotes e quadras como divisão entre espaços públicos e privados, através de uma complexificação dessas relações.

O que está em jogo são as novas possibilidades de conexão entre os elementos urbanos. A quadra é reinterpretada e ganha novo sentido com elementos novos de circulação e com a abertura de vazios. A cidade não é pensada a partir da forma, mas como um sistema único, interligado. A partir da ruptura, por entre os objetos pertencentes àquele lugar, surgem novas possibilidades, novos encontros, novas perspectivas e olhares. A cidade se amplia, se reinventa, se abre de forma espontânea e única. A cidade passa a ser pensada como um só organismo. Tenta-se uma nova maneira de operar arquitetonicamente sobre a cidade.

 

If there is to be a new “urbanism”, it will not be based on the twin fantasies of order and omnipotence; it will be the staging of uncertainty; it will no longer be concerned with the arrangement of more or less permanent objects but with the irrigation of territories with potential; it will no longer aim for stable configurations but for the creation of enabling fields that accommodate processes that refuse to be crystallized into definitive form; it will no longer be about meticulous definition, the imposition of limits, but about expanding notions, denying boundaries, not about separating and identifying entities, but about discovering unnamable hybrids; it will no longer be obsessed with the city but with the manipulation of the infrastructure for endless intensifications and diversifications, shortcuts and redistributions – the reinvention of psychological space.[7]


[1]Texto do artista plástico e arquiteto Vio Acconci, extraído do DVD “Vito Acconci in Conversation at Acconci Studio, New York”.

“Se o espaço público existe, penso que ele existe ali na esquina, em becos escuros, subterrâneo. Não sei se pode existir o assim chamado ‘espaço público’. […] Penso que a convenção da arte permanece algo como ‘a arte está ali e o espectador aqui’, e acho que na arquitetura e no design deveria ser o extremo oposto. Não quero espectadores; quero verdadeiros usuários e habitantes, ou participantes.” (T.E.)

[2] O Plano Agache foi realizado para a cidade do Rio de Janeiro em 1927-1930 pelo arquiteto e urbanista francês Alfred Agache a convite do então prefeito do Distrito Federal Antonio Prado Júnior para um plano de extensão, remodelação e embelezamento da cidade. No entanto, de todo o plano urbano proposto, foi implementado o modelo tipológico da quadra “agachiana” na área central da cidade, mais especificamente na área resultante do desmonte do morro do Castelo onde seguem o desenho e alinhamento proposto pelo projeto.

[3] JACOBS, Jane. Morte e vida de grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2000, p.209.

[4] RUIZ-GELI, E. Diccionario Metápolis de arquitectura avanzada. Barcelona: Actar, 2002.

“Rizomático supõe que cada projeto seja um ‘entorno’, que se autocondiciona e que gera sua proposta a partir das imediações com as quais entra em contato. Por isso é ecológico, procede, associando heterogeneidades, tanto do ambiente em geral como das culturas nas quais acontece.” (T.E.)

[5] MUGERAUER, Robert. “Derrida e depois” in: NESBITT, Kate. Uma nova agenda para a arquitetura. São Paulo: Cosac Naify, 2006 pp. 199-218.

[6] Significado retirado de dicionário da internet (<www.uol.com.br>).

[7] KOOLHAAS, Rem. “What ever happened to Urbanism?” in: S, M, L, XL. Nova York: The Monacelli Press, 1998, p. 969.

“Se existirá um novo ‘urbanismo’, ele não será baseado nas fantasias de ordem e onipotência; será a representação da incerteza; ele não mais estará preocupado com a organização de um determinado número de objetos, mas com a irrigação de territórios que possuam potencial; ele não mais buscará configurações estáveis, mas sim a criação de espaços abertos que possam acomodar processos que se recusam a serem cristalizados em uma forma definitiva; ele não mais será feito de definições meticulosas, imposição de limites, mas atuará expandindo conceitos, negando fronteiras, não separando e identificando entidades, mas descobrindo híbridos impossíveis de nomear; ele não mais será obcecado com a cidade, mas com a manipulação da infraestrutura para infinitas intensificações e diversificações, atalhos e redistribuições – a reinvenção de um espaço psicológico.” (T.E.)